terça-feira, 29 de outubro de 2013

Ukiyo-e


Ukiyo-e

 

Ukiyo-e, “retratos do mundo”, também conhecido como estampa japonesa, é um estilo de pintura similar à xilogravura desenvolvida no Japão (1603 – 1867). Técnica amplamente difundida através de pinturas executadas com auxilio de blocos de madeira usados para impressão entre os séculos XVIII e XIX.

Ukiyo-e cresceu em popularidade na cultura do Edo (antigo nome de Tóquio) durante a segunda metade do século XVII, tendo originado nas obras monocromáticas de Hishikawa Moronobu na década de 1670. No começo só se usava “tinta indiana”. Aprimorada em meados do século XVIII, acabou sendo adotada por Hozumi Harunobu que desenvolveu a técnica de impressão policrômica.

Foi difundido rapidamente devido a facilidade de reprodução em massa, as obras eram adquiridas principalmente pelos comerciantes burgueses, que não eram ricos o bastante para comprar uma pintura original. O tema original era a vida urbana, atividades e cenas da área do entretenimento: belas cortesãs, lutadores de sumô e atores populares. Mais tarde as paisagens, o sexo figurava constantemente nas pinturas.

Com a abertura para o Ocidente, em 1858, as imagens se difundiram nas coleções privadas Europeias, ganhando prestigio e influenciando a pintura, principalmente dos Impressionistas e pós-impressionistas.

Os artistas do circulo de Manet foram os primeiros a apreciar a beleza das estampas do mestre Hokusai (1760-1849), que representou imagens inesperadas e pouco convencionais, sempre de forma delicada como “Onda côncava do mar profundo” (1820).

 

Fonte:

 
 
 

 
 
Serradores, Katsushika Hokusai
 

Bijin se virando. Pintura sobre seda de Hishikawa Moronobu em formato kakemono.


Gravação no bloco de madeira
 
 
 
Ukiyo-e de Utagawa Toyokuni
 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Você sabe o que é Cultura Popular?


Cultura popular são manifestações culturais como o carnaval, literatura de cordel, frevo, etc., no qual o povo participa de forma efetiva.


Carnaval/dicaserespostas.blogspot.com


Cordel/portal.mec.br


Entre as culturas, existem as materiais e as imateriais.

Culturas materiais são criações humanas realizadas a partir das adaptações aos diferentes ambientes e relacionada ao contexto que o individuo está inserido.

Ex.: adornos, ferramentas, armas.




Cultura imaterial é adquirida a partir do compartilhamento de reflexões, pensamentos, atividades e crenças de uma sociedade. Transmitida de geração em geração.

Ex.: celebrações religiosas, formas de expressão.

Capoeira




Frevo/fonte:www.paraiba.com.br


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Arte com Sombras

 

Tim Noble e Sue Webster 

Um foco de luz sobre uma pilha de lixo e as sombras ganham imagens detalhadas.

 


http://dagroselha.blogspot.com.br/
 
 
 

Kumi Yamashita


Luz e sombras





sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Estréias em 2013

World War Z
Adaptação do best seller de Max Brooks que traz Brad Pitt e Matttew Fox (o Jack do seriado Lost) no elenco.
O livro World War Z conta a história de Gerry Lane (Pitt), funcionário das Nações Unidas, que corre contra o tempo para brecar a epidemia zumbi que está dizimando exércitos e ameaçando toda a humanidade.
A adaptação é dirigida por Marc Foster (007 – Quantum of Solace).

O filme tem previsão de estreia para 28 de junho de 2013 no Brasil.
Assista ao trailer completo no:

http://www.youtube.com/watch?v=HcwTxRuq-uk

O Homem de Aço

Mais uma aventura do Superman, desta vez o vilão será o General Zod e não o Lex Luthor. Terá no elenco Henry Cavil comoo o homem de aço, Amy Adams como  Lois Lane.
Russell Crowe e Kevin Costner também fazem parte do elenco.
Direção de Zack Snyder e produção de Christopher Nolan.

http://www.youtube.com/watch?v=yyFrIQUZpy8

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Abstracionismo ou Arte Abstrata


Abstracionismo refere-se às formas de arte que não são regidas pela figuração ou pela imitação do mundo. O termo liga-se as vanguardas européias da década 1910 e 1920, que recusavam a representação ilusionista da natureza. A decomposição da figura, a simplificação da forma, os novos usos da cor, o descarte da perspectiva e das técnicas de modelageme a rejeição dos jogos convencionais de sombra e luz, , aparecem como traços recorrentes das diferentes orientações abrigadas sob esse rótulo. Inúmeros movimentos e artistas aderem à abstração, que se torna, a partir da década de 1930, em um dos eixos centrais da produção artistica no século XX.

Na arte abstrata é possível notar duas vertentes: A primeira, inclinada ao percurso da emoção, ao ritmo da cor e à expressão de impulsos individuais, encontra suas matrizes no expressionismo e no fauvismo.  A segunda, mais afinada com os fundamentos racionalistas das composições cubistas, o rigor matemático e a depuração da forma aparecem descritos como abstração.

As vanguardas russas exemplificam as duas vertentes:
Wassili Kandinsky (1866-1944), representante da primeira, é considerado pioneiro na realização de pinturas não-figurativas com Primeira Aquarela Abstrata (1910) e a série Improvisações (1909/1914). Seu movimento em direção à abstração inspira-se na música e na defesa de uma orientação espiritual da arte, apoiada na teosofia.

Kasimir Malevich (1878-1935) é um dos maiores expoentes da arte abstrata geométrica. Defende uma arte comprometida com a pesquisa metódica da estrutura da imagem.
A geometria suprematista se apresenta nos célebres Quadrado Preto Suprematista (1914/1915) e Quadrado Branco sobre Fundo Branco (1918).


Aguarela abstrata - Kandinsky

Malevitch, Quadrado Branco em Fundo Branco, 1918 




Referências:

www.itaucultural.org.br


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A Arte da Colagem

A colagem é conhecida como um procedimento artístico que consiste em unir pedaços de papel liso, estampado, pintado ou impresso (jornais, embalagens), cartão, tecido ou pequenos objetos sobre um suporte geralmente plano. Começou a ser praticada por diversos grupos de artistas plásticos a partir dos primeiros anos do século XX.



violao-1913-picasso






As naturezas mortas compostas de arranjos de vegetais em fruteiras ou cestos, vasos de flores e mesas de cozinha contendo ingredientes para a próxima refeição teve o ápice com as de Paul Cézanne na virada do século XIX para o XX e dão lugar a composições que substituem a Natureza por objetos da Cultura. No lugar de frutas e legumes, encontram-se garrafas, copos, instrumentos musicais, cartas de baralho, objetos igualmente cotidianos e banais, mas manufaturados, produtos da indústria e destinados ao uso após a refeição, simbolizada pela natureza morta. Agora o ambiente — de cafés ou bares retratados por pintores impressionistas — é deixado de lado, buscando-se o objeto, como antes se fazia com os produtos da terra.
Os cubistas são inovadores nestas composições que usam colagens. Recortam papéis no formato do objeto a ser retratado, como é o caso de Violão, de 1913, realizado por Picasso.
Picasso elabora diversas densidades de impressões — de padrão de papel de parede a letras de jornal cada vez menores, até chegar ao preto dominante sobre fundo azul. Impera o violão que vibra, como se tocasse música, mesmo sem cordas. As texturas não estão mais pintadas, apenas indicadas por colagem de papéis que substituem a tinta e imitam a textura e sua representação. Os elementos da colagem ocupam o lugar do desenho e da pintura na composição. Um aparente reverso está no óleo sobre tela Natureza morta com violão, de 1922, também de Picasso. A tela provoca o mesmo efeito anterior, mas desta vez a colagem não usa papéis recortados: os efeitos de vibração e de vida são produto de um jogo entre superfícies formadas a partir de seu preenchimento com cores mais ou menos quentes (amarelo – vermelho – azul), claras ou escuras (branco - cinza - preto), lisas ou grosseiramente listadas, multiplicando as cordas do violão.


Max Ernst .The Hat Makes the Man .1920 .Gouache and pencil on cut-and-pasted printed paper on board with ink inscriptions .14 x 18" (35.6 x 45.7 cm) .Purchase.© 2004 Artists Rights Society (ARS), New York / ADAGP, Paris.



Contudo, outras maneiras de fazer colagens se desenvolveram com experiências diferentes. Para Kurt Schwitters, em Hannover, cada bilhetete de bonde, cada envelope, papel de embrulhar queijo, anel de um charuto, solas de sapatos rasgadas, fitas, arames, penas, panos de chão, tudo o que tinha sido jogado fora, transforma-se em um item de uma colagem, disposto de forma a sugerir relações entre as partes. Não é o acaso que organiza papéis, bilhetes, cédulas,  embalagens, cartões e outras tantas substâncias descartadas: o acaso fez com que eles fossem encontrados por Schwitters e guardados em seu bolso do paletó. Seriam  objets trouvés, atualizados não só no conteúdo, mas como substância: de objetos a matérias primas. Com paciência, o exame minucioso dos papéis e outros materiais coletados possibilita descobrir associações imprevistas, sugerindo novos significados ao que já havia sido transformado em lixo. Não só cores e texturas, mas palavras, ou pedaços delas, imagens, recortes, fragmentos que compõem uma poética visual.
Uma terceira forma de colagem dadaísta, além daquela não figurativa de Arp e da que utiliza restos de papéis impressos, como a de Schwitters, é a que se utiliza  de figuras recortadas de revistas, catálogos, fotografias, gravuras e estampas, como faz Max Ernst. Uma das suas primeiras realizações foi Dada-Gauguin, de 1920, abordando o tema de homens-plantas, seres primordiais distanciados da civilização: pelo exotismo ele homenageia Gauguin e suas figuras humanas quase monocromáticas, incorporando cores taitianas. Imensos óvulos ou vaginas dentadas, um falo-cipó, o começo da humanidade e a pureza perigosa. Na colagem É o chapéu que faz o homem (o estilo é do alfaiate), também do mesmo ano, os homens são construídos por colunas de chapéus recortados de catálogos para venda. Dadamax zomba do ditado popular que enquadra qualquer um pelo estilo do chapéu usado: categorias sócio-econômicas visíveis pelo mais supérfulo e simbólico do respeitável vestuário masculino, o chapéu.


Dada-Gauguin - Max Ernst. Artist: Max Ernst. Completion Date: 1920


Essas duas colagens de 1920 escancaram o humor e a crítica de Ernst. Traduzem a técnica da colagem em procedimento que ultrapassa o recorte de figuras e da invenção de um novo arranjo. As associações produzidas são decorrentes do acaso, mas também resultado de muito estudo. Não há nada de fortuito neste procedimento, a não ser o de ter às mãos um catálogo de chapéus masculinos e daí resolver recortá-los para futura utilização. Depois disto, valem a experiência, a inspiração e a paciência.



Bibliografia:
ponto-e-vírgula | 2007 | PEPG Ciências Sociais-PUC-SP
wikipaintings.org

http://historiasdesagradaveis.blogspot.com.br/search/label/colagens